Quando vejo posts com conteúdos que me ajudam, logo penso em enviar pra minha mãe. Mas ela não tem Instagram. Então, pra vocês: mãe, olha que legal.

Como tudo começou?

Quando meu primogênito nasceu, eu era uma mãe de Instagram. Consumia muito conteúdo — e aos poucos explico por que, na segunda gravidez, optei por não ser mais uma mãe de Instagram, rs — via muita coisa legal que eu queria compartilhar com a minha mãe. Ela não tem Instagram e nem gosta muito das coisas tecnológicas, então criei o perfil. E cada post que fazia sentido pra mim, eu compartilhava com uma reflexão.

Sete anos se passaram, meu pacotinho já tem 1,20m de altura e ele me perguntou se podia ser youtuber. Eu falei que era uma decisão séria se tornar youtuber e que íamos conversar mais a respeito.

Perguntei: mas por que você quer ser youtuber?

“Pra mostrar as coisas, mãe, que eu faço de lego.”

Cuidadosamente, abordei a questão da exposição, de se tornar uma figura pública e como isso impacta a saúde mental das pessoas — principalmente a dele, uma criança.

A conversa congelou. E fiquei pensando: eu já tentei ser criadora de conteúdo de maternidade quando ele nasceu.

Por que resgatei o projeto

Resgatei o projeto. Gosto de ler artigos em blogs, de ler relatos reais — em um mundo onde tudo se vê, pra mim a leitura, mesmo que no digital, faz sentido. E então pensei comigo: bora tirar isso da gaveta.

Mas o que trazer pra cá? Aos 35 anos eu aprendi que toda experiência é válida. Tenho muita coisa pra relatar, pra compartilhar, pra falar — e sempre vi na escrita uma forma terapêutica de organizar meus sentimentos e meus pensamentos, principalmente por ser uma mãe atípica, com TDAH.

O que você vai encontrar por aqui

Há tanto pra falar: tentativas de ser mãe, a espera, as expectativas, os lutos, as perdas. Acho que toda mãe deveria fazer da sua jornada materna um livro, uma história — porque foi assim, ouvindo outras mães, que eu me curei, que me reergui de duas depressões pós-parto e encontrei forças pra parar de me comparar e perceber que cada um é cada um, e que todo mundo tem uma coisa “legal” pra compartilhar.

Esse blog nasce como um espaço de maternidade real, sem filtro: quero deixar aqui meus relatos reais para outras mães que, como eu, buscam identificação em vez de conteúdo idealizado.

A ideia era contar pra minha mãe — como ela não é tão digital assim, fica aqui pra vocês. Mãe, olha que legal esse blog! Bora lá?


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